| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Furnariidae |
| Gray, 1840 | |
| Subfamília: | Synallaxiinae |
| De Selys-Longchamps, 1839 | |
| Espécie: | A. luizae |
O lenheiro-da-serra-do-cipó é uma ave passeriforme da família Furnariidae.
Pode estar ameaçada pela perda do habitat e pela invasão massiva do chupim (Molothrus bonariensis).
Seu nome científico significa: do (grego) asthenës = fraco, insignificante; e de luizae = homenagem a esposa do ornitólogo brasileiro Frederico Lencione, Luiza Lencioni. ⇒ (Ave) insignificante de Luiza.
Mede cerca de 15 centímetros de comprimento e pesa entre 25,5 e 30,5 gramas.
Apresenta as partes superiores em marrom escuro e as partes inferiores cinzentas, com a garganta branca estriada.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
Forrageia na vegetação arbustiva ou em lajedos rochosos típicos de seu biótopo. Procuram insetos em fendas nas rochas ou sobre elas.
Existe muito pouco sobre os hábitos reprodutivos do Asthenes luizae. Trabalhos realizados em meados da década de 90 informam que seus ninhos possuíam entre 1 a 2 ovos, mas dentro do ninho foi observado um ninhego da espécie M. bonariensis. Seus ninhos constituem-se principalmente de gravetos, apresentam formato aproximadamente esférico e uma abertura disposta lateralmente, encontrando-se apoiados em ramos da canela-de-ema Vellozia nivea(Velloziaceae), uma espécie endêmica dos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço.
Escondem-se com facilidade sobre placas rochosas, onde costuma deslocar-se andando ou em vôos curtos semiplanados. O corpo é mantido geralmente agachado e horizontal com a cauda levantada ocasionalmente. O canto consiste de uma frase assobiada longa. Habita afloramentos rochosos na região fito-geográfica dos campos rupestres em altitudes de 900 m a 1500 m.
É uma ave endêmica dos campos rupestres, sendo encontrada na região da Serra do Cipó (Minas Gerais).
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: